1995
Beer'n'Blues

 

 

O repertório reunia os grandes clássicos do Blues e do rock, o que garantia a boa receptividade do público em todas as ocasiões. A qualidade musical, tanto individual quanto a do grupo, diferenciavam a “Beer and Blues” das demais bandas da época e chamava a atenção a capacidade de improvisação e a dinâmica durante as apresentações.


Audio

  1. Enya
  2. Come on in my kitchen
  3. Fine and Special
  4. Slow Down
  5. When the night comes
  6. The Teacher

Sobre a Banda.

Após uma "canja" em algum bar na região de Jundiaí por volta de 1997, o vocalista da banda perguntou se Rao Montana não teria interesse de tocar em um show na cidade de Mococa no próximo final de semana, para substituir o guitarrista que não poderia viajar naquela data.

17 músicas deveriam estar em perfeita execução em apenas sete dias. Foi assim que Rao Montana entrou para a banda Beer and Blues...

A banda era formada por Fábio (vocal, violão e gaita), Caio na bateria, João no contrabaixo e Allan na guitarra.  A entrada de Rao trouxe uma nova sonoridade. Dois estilos completamente antagônicos de timbres de guitarras, porém unidos por um único elo. O Blues.

Rao Montana combinava diversas técnicas na guitarra, atendendo aos mais diversos gostos de público. Não era raro ver o uso de “two-hands” ou arpejos velozes em seus solos, enriquecidos com bends e riffs de blues abusando da pentatônica e da cromática, o que contribuía para formar uma identidade bem marcante.

O microfone recebia a voz grave e potente de Fabio, que esbanjava talento ao somar uma afinação barítona precisa, com o violão e a gaita pendurada no pescoço,  ao melhor estilo de Bob Dylan.

A Beer and Blues sempre agradou, inclusive aos mais exigentes ouvintes, que frequentavam os redutos de entendidos da boa música,  como o Delta Blues Bar em Campinas, que recebia as melhores bandas nacionais e até estrangeiras para atender ao gosto de um público sempre cheio de expectativas.

Quanto mais próximos do final do show, mais intensa a presença da banda, através de clássicos como Roadhouse Blues (The Doors), Black Night (Deep Purple), Rock’n’roll  (Led Zeppelin) e a última música que invariavelmente era “Born to be  Wild” do Stephen Wolf. A música de encerramento, geralmente era carregada de improvisos, solos e duelos de gaita e guitarra, entre Fábio e Rao, que também se transformaram em marca registrada da banda.

A Beer and Blues também criava suas próprias musicas. Algumas foram gravadas em uma demo feita no porta estúdio de Rao, durante um ensaio na garagem do Caio. Foram registradas canções escritas em inglês  pela banda, como “The Teacher”, “Fine and Special” e “Enya” - compostas por Allan e Fabio - revelavam o bom gosto e o equilíbrio da harmonia e melodia que ofereciam ótimos momentos aos ouvidos. O riff de "Slow Down" (música de Rao Montana) deu origem a uma nova canção em português no projeto "30 anos. 30 sons".

João já havia se desligado da banda quando o Alan também optou por se dedicar a carreira jurídica.  Com as baixas, chegará o momento de reinventar a Beer and Blues. E tudo recomeçou quando o baixista Ivan Assaf juntou-se a Fábio,  Caio e Rao para uma nova empreitada musical.


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