1986
Luzes

 

 

A cançao "A luz do seu futuro" foi composta e gravada por Rao para participar do XV FICO - Festival Interno do Colégio Objetivo, em 1986. A banda Luzes foi formada, principalmente, para as diversas apresentações nas eliminatórias do festival.


Audio

  1. A Luz do Seu Futuro
  2. Ligue o Som bem Alto
  3. Tatuagem

Sobre a banda.

Aproximava-se a data de inscrição para o XV FICO – Festival Interno do Colégio Objetivo. Rao passou vários dias e noites tentando compor uma canção para o evento e gravou na cantina do pai do baixista. Uma cópia em fita cassete da música foi encaminhada aos jurados do FICO. Posteriormente, foi publicada uma lista com as músicas aprovadas para a primeira fase e a canção de Rao, "A Luz do seu Futuro" estava lá. 

O próximo passo seria tocar ao vivo nos palcos do Teatro Objetivo da unidade Paulista, durante as fases pré-eliminatórias. Que aconteceram em agosto e setembro daquele ano. Apenas os finalistas das dezenas de unidades do Objetivo em todo país conquistariam o direito de tocar no Ginásio do Ibirapuera em São Paulo, ao lado dos grandes nomes da música nacional do momento: Ira, Titãs, Lobão, Plebe Rude, Ultraje a Rigor e Capital Inicial.

Para reforçar a banda, Rao convidou Márcio Passeggio (o Galinha ou Galináceo) e Caíto Maia, que assumiu as baquetas. Logo no primeiro ensaio foi percebida uma grande evolução na interpretação da música composta para o festival. As guitarras se somavam, equilibrando o peso dos “power chords” do Galináceo com os arpejos regados com o flanger da DOD de Rao. A dupla ainda dividia os solos democraticamente.

Apresentação bem sucedida e como resultado, etapa vencida. Haveria um novo round dentro de alguns dias para eleger as músicas que seriam tocadas no Ibirapuera nos dias 10 e 14 de outubro, com a grande final definida para 7 de novembro.

Além de baterista, Caíto era relações públicas e o marqueteiro da banda. Usava todo seu talento comercial e simpatia para persuadir uma das diretoras do colégio para nos convidar a tocar músicas cover nas eliminatórias, independente da premiação. Uma grande oportunidade de promover a banda e conquistar novos fãs. Foi o Caíto também que conseguiu uma reportagem na edição número 615 da Capricho,  “a Revista da Gatinha”, publicada em 11 de novembro de 1986.

Milhares de alunos das unidades do objetivo de todo o pais se aglomeravam  na pista e nas arquibancadas do Ginásio do Ibirapuera em São Paulo.  A sensação de subir pela primeira vez em um palco de gente grande foi indescritível.

A banda também foi convidada para tocar 3 músicas “cover” no segundo dia das eliminatórias. Foram eleitos os “hits” do momento como o clássico de Dire Straits “Sultans of Swing”, “She Sells Sanctuary ” do The Cult e para fechar, um rock nacional pós-punk da Plebe Rude,  “Até Quando Esperar”. Titãs entrou na sequência e o ginásio veio abaixo. A segunda noite se encerrava.

Na terceira noite a canção conquistou o quarto lugar do Festival, na categoria “Melhor Música”, e o troféu foi para a unidade da Vergueiro do Objetivo. O festival chegara ao fim.

Para dar continuidade ao trabalho a banda deveria investir em melhores equipamentos e ter uma demo decente, com pelo menos 3 músicas inéditas. Com instrumentos novos trazidos dos EUA por Caíto e Márcio, o estúdio do Luiz Loy em São Paulo foi eleito para a nova demo. Músicas gravadas, pé na estrada? Não era exatamente o que Rao esperava da banda. Era necessário encerrar o ciclo, definir um novo futuro e apagar acender uma nova luz.


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